segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Agronegócio sustentável é discutido em SP











Lideranças do setor defendem a formulação de políticas que busquem a garantia de segurança alimentar e energética.

Sophia Gebrim

A oferta de alimentos e de energia renovável de forma sustentável foi defendida pelo secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, na manhã desta segunda-feira (06/08) no 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo. O evento, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), reúne representantes das mais diversas cadeiras produtivas do agronegócio, entre governo, associações públicas e empresas nacionais e internacionais.


"O Brasil, que hoje é líder na produção mundial de alimentos, está investido cada vez mais em práticas agrícolas sustentáveis, com a preservação do meio ambiente e inclusão social", destacou Cabral, que representou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante a abertura do encontro. Para ele, do ponto de vista legal, a nova Lei Florestal abrirá o espaço necessário para avançar cada vez mais em medidas que garantam a produção sustentável de alimentos no país.

ESPÉCIES NATIVAS

Às 17h30, Paulo Cabral participa do painel "Políticas Públicas e Brasil Ofertante de Alimentos e de Energia". O incentivo à produção de espécies nativas, como forma de gerar renda e inclusão social, além da preservação ambiental, será um dos pontos abordados pelo secretário do Ministério do Meio Ambiente. "Podemos dizer que um dos diferenciais do agronegócio brasileiro está na produção de espécies nativas com uso econômico, que agregam valor à nossa produção de alimentos e competitividade ao setor", diz.


A evolução econômica do setor, com ênfase na renda gerada e consumo de alimentos nos últimos anos, foi tema de painel, na manhã desta segunda, que contou com a participação do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Lideranças dos mais diversos setores da cadeia produtiva do agronegócio também destacaram as necessidades para evolução do setor e a necessidade de formulação de políticas que busquem a garantia de segurança alimentar e energética.

domingo, 8 de julho de 2012


AQUECIMENTO GLOBAL

Condições climáticas extremas afetam o hemisfério norte

A medida que o planeta esquenta, ocorrências que costumavam ser raras estão se tornando normais

A Inglaterra e o norte da Europa estão passando por uma estação que já foi apelidada de “verão perdido”. Esses países tiveram os meses de abril e junho com a maior quantidade de chuva e a primavera mais fria da história, e não há perspectiva para o término do clima anormal. Mas estes podem encontrar algum conforto no fato de que não estão sozinhos.
Nos EUA, 100 milhões de pessoas em 17 estados já tiveram que ser alertadas a respeito dos perigos de uma das ondas de calor mais intensas desde o século passado. A vida se tornou insuportável em muitas cidades americanas, com temperaturas que ultrapassaram e permaneceram acima dos 38° C por vários dias. Mais de 40.000 recordes de temperatura já foram estabelecidos nos EUA neste ano, e tempestades, índices pluviométricos recordes e incêndios florestais gigantescos causaram o sofrimento de milhões. Muitos idosos certamente morrerão sob a onda de calor e os preços dos alimentos certamente subirão.
Mas essas condições climáticas extremas podem ser experimentadas em muito mais lugares do que apenas no norte europeu ou nos EUA. O último mês de maio foi o segundo mês mais quente da história e o mais quente registrado no hemisfério norte. A ligação entre uma atmosfera em aquecimento e eventos climáticos individuais não é clara, mas ninguém deve duvidar da agitação física. Nas últimas semanas, testemunhou-se o derretimento do gelo do Oceano Ártico em um ritmo recorde, o rio Amazonas atingindo o nível mais alto já registrado, imensas incêndios na Sibéria e no leste da Rússia, a temperatura atingindo inimagináveis 48° C no norte da Índia, e uma monção de uma intensidade anormal que até agora tirou a vida de centenas de pessoas e deixou aproximadamente 7 milhões de pessoas desabrigadas em Assam e no sul de Bangladesh.
Sempre houve eventos climáticos inesperados, mas cada vez mais climatologistas consideram que eventos desse tipo estão se tornando menos comuns. Ao invés de acontecer a cada 10 ou 20 anos, eles estão acontecendo a cada 2 ou 3. Isso, eles estão começando a perceber, é o novo normal, um aperitivo do futuro à medida que o planeta esquenta.

sábado, 23 de junho de 2012



É muito fácil dizer que a Rio+20 foi um fracasso. Basta analisar o texto final das negociações oficiais travadas pelos governos no Riocentro e avaliar se houve avanço. Não havendo, declara-se o fiasco. É uma avaliação correta, mas limitada de um evento que foi muito mais amplo do que uma busca de acordos ou documentos oficiais. Não dá para afirmar que o texto final assinado pelos representantes do países foi uma decepção ou que ficou aquém das expectativas. Essas expectativas já eram baixas. Os desafios presentes muito antes de o início da Rio+20 dá deixavam claro que não havia muita margem para avanço oficial. Mas felizmente o progresso rumo a uma economia verde depende cada vez menos dos governos.
Um passeio pelas centenas de eventos paralelos à reunião oficial no Riocentro mostrava um quadro encorajador. Foi o maior encontro de empresas, ONGs e representantes de governos federais, estaduais e municipais rumo ao desenvolvimento sustentável. Eles tinham boas histórias para contar e ótimos acordos para travar.
Grandes instituições financeiras globais como o Bank of America e o Asian Development Bank discutiam como financiar investimentos em energia limpa e eficiência energética. “Precisamos começar de baixo, com as fábricas e companhias: trabalhar com elas e aí fazer os negociadores andarem para frente”, afirmou Ole Andreas Lindeman, diplomata do Ministério de Relações Exteriores da Noruega, em uma apresentação com empresários dos setores bancário e de energia. “Aliás, aqui é bem mais divertido do que a mesa de negociações. A sociedade hoje vai na frente. Os governos seguem”, disse. Até porque, nas democracias, os governos não são nada mais do que agências a serviço dos cidadãos.
Em uma das grandes salas do Riocentro, o Cebeds, entidade de reúne as maiores empresas do Brasil, lançou um relatório com a visão estratégica conjunta das companhias para os próximos anos. Lista tudo que os ambientalistas diziam no passado, como fim do desmatamento, aumento nas energias limpas, substituição de materiais, reciclagem etc. As entidades que regulam os balanços financeiros das empresas debateram como incluir o capital natural na contabilidade. Nem dá para dizer que os governos estão parados. O grupo C-40, que com prefeitos de algumas das maiores metrópoles do mundo, responsáveis por 14% das emissões de gases de efeito estufa, anunciou a meta de reduzir 1 bilhão de toneladas de poluentes.
“As negociações oficiais não são uma panacéia”, disse o príncipe Albert II, de Mônaco, no Fórum de Sustentabilidade Corporativa, que durou 4 dias e reuniu centenas de líderes globais, entre empresários, ministros e presidentes. “Os governos precisam de apoio de um grupo de outras forças para mudar nossa economia.” E esse grupo está andando bem rápido. “Não podemos esperar por acordos globais para nos guiar”, afirmou Mark Kenber, diretor do Climate Group, uma iniciativa global sediada no Reino Unido para incentivar a transição das empresas para uma produção sem emissões de efeito estufa. “A liderança agora vem de empreendedores e de grandes empresas”, afirmou. O grupo, inspirado pelo ex-primeiro ministro britânico Tony Blair, conta com presidentes de empresas como a Philips, governadores como da província canadense de Quebec e instituições como o Banco Mundial.
Bandeiras que há décadas eram agitadas apenas por pesquisadores e ativistas mais ousados agora entraram na linguagem consensual. Há 20 anos, na Rio 92, pensadores como Chris Flavin, do Worldwatch Institute propunham acabar com os subsídios para os combustíveis fósseis e eram desdenhados por empresas e governos. Durante a Rio+20, enquanto os ativistas estendiam faixa em Copacabana pedindo o fim do apoio à energia suja, a mesma proposta rolava em mesas de discussão promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (o antigo terror dos ativistas).
Durante a Rio+20, o que se viu foi uma convergência de visões que superou as expectativas. A necessidade de se adequar os limites naturais já é aceita como uma realidade. Enfrentar as mudanças climáticas é uma premissa básica. Se a Rio 92 foi um grande encontro para conscientização e alerta, a Rio+20 foi uma convenção para combinar os caminhos a seguir.
(Alexandre Mansur)

Declaração final da Rio+20: 53 páginas de boas intenções e objetivos


A declaração final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), submetida nesta sexta-feira à ratificação de chefes de Estado e de governo das Nações Unidas, é um texto de 53 páginas, com boas intenções e o lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O texto reafirma os princípios processados durante conferências e cúpulas anteriores e insiste na necessidade "de acelerar os esforços" para empregar os compromissos anteriores, homenageando as comunidades locais, que "fizeram esforços e progressos".
- "Políticas de economia verde" (3 páginas e meia do texto): "Uma das ferramentas importantes" para avançar rumo ao desenvolvimento sustentável. Elas não devem "impor regras rígidas", mas "respeitar a soberania nacional de cada país", sem constituir "um meio de discriminação", nem "uma restrição disfarçada ao comércio internacional". Eles devem, também, "contribuir para diminuir as diferenças tecnológicas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento". "Cada país pode escolher uma abordagem apropriada".
- Governança mundial do desenvolvimento sustentável: o texto decide "reforçar o quadro institucional". A comissão de desenvolvimento sustentável, totalmente ineficaz, é substituída por um "fórum intergovernamental de alto nível". O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnuma) terá seu papel reforçado e valorizado como "autoridade global e na liderança da questão ambiental", com os recursos "assegurados" (os depósitos atualmente são voluntários) e uma representação de todos os membros das Nações Unidas (apenas 58 participam atualmente).
- "Quadro de ação": em 25 páginas, correspondentes à metade do documento, o texto propõe setores onde haja "novas oportunidades" e onde a ação seja "urgente", notavelmente devido ao fato de as conferências anteriores terem registrado resultados insuficientes.
Os 25 temas particularmente abordados incluem erradicação da pobreza, segurança alimentar, água, energia, saúde, emprego, oceanos, mudanças climáticas, consumo e produção sustentáveis.
- Objetivos de desenvolvimento sustentável: nos moldes dos Objetivos do Milênio para o desenvolvimento, cujo prazo para cumprimento se encerra em 2015, a cúpula insiste na importância de se estabelecer os "Objetivos do desenvolvimento sustentável" (ODS) "em número limitado, conciso e voltado à ação", aplicáveis a todos os países, mas levando em conta as "circunstâncias nacionais particulares". Um grupo de trabalho de 30 pessoas será criado até a próxima Assembleia Geral da ONU, em setembro, e deverá apresentar suas propostas em 2013 para cumprimento a partir de 2015.
- Os meios de realização do desenvolvimento sustentável: "é extremamente importante reforçar o apoio financeiro de todas as origens, em particular para os países em desenvolvimento". "Os novos parceiros e fontes novas de financiamento podem desempenhar um papel". A declaração insiste na "conjugação de assistência ao desenvolvimento com o investimento privado".
O texto insiste, também, na necessidade de transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento e sobre o "reforço de capacidades" (formação, cooperação, etc).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

"VAI DAR 'tilt' NAS CIDADES"


Em plena semana da realização do esperado e grande encontro internacional da sustentabilidade naRio+20, a cidade de São Paulo sediou o Simpósio “Eficiência no Uso de Recursos e Economia Verde: Oportunidades para Edifícios e Cidades Sustentáveis”, organizado pelo CBCS – Conselho Brasileiro da Construção Sustentável, SBCI – Sustainable Buildings and Climate Initiative e pelo Unep – United Nations Environment Programme.
Destaque na abertura do evento, Pavan Sukhdev, economista indiano radicado em Londres e um dos dinamizadores do conceito da Economia Verde, vaticinou: “vai dar tilt nas principais cidades do mundo”. Ele explica que a maioria das decisões econômicas caminha na direção oposta à da sustentabilidade. “Estamos monetizando a natureza só que da pior maneira possível. Por causa da invisibilidade econômica do meio ambiente, nós estamos atribuindo um valor igual a zero à natureza”.
Pavan Sukhdev, consultor indiano de sustentabilidade: empreendimentos atribuem valor igual a zero para a natureza.
No Brasil, um dos piores exemplos dessa lógica de análise é o subsídio que o governo dá ao setor automobilístico para ativar a economia e a contrapartida desconexa do congestionamento dotrafego nas maiores cidades e estradas do país, que gera poluição, desperdício, stress e um grande custo social, recentementeavaliado em 52 bilhões de reais por ano pela prefeitura da  cidade de São Paulo. Qual seria o valor da natureza ofendida nessa conta?
Especialista em medir e avaliar impactos de obras e intervenções na natureza e nas comunidades, Pavan explicou que o desenvolvimento urbano e intervenções privadas nas cidades não podem considerar o meio-ambiente com valor igual a zero em suas planilhas de custo: “não se trata de colocar um preço sobre o valor da natureza, até porque a abelha não passa um recibo quando produz o mel, mas de ampliar a consciência dos agentes econômicos para o valor dos impactos sobre o custo do capital natural e social”, explicou.
Para o setor da construção civil e para o urbanismo das cidades, a mensagem é clara:  dever-se-ia considerar no cálculo dos custos das intervenções não só os investimentos para a obras em si, mas  a análise do ciclo de vida dos produtos e sistemas empregados nas edificações, sejam elas públicas ou privadas, bem como seus efeitos na qualidade de vida da comunidade afetada durante e depois de terminadas.

domingo, 17 de junho de 2012


Ainda há tempo para salvar a Rio+20, diz Marina Silva na Cúpula dos Povos

RIO DE JANEIRO - Segundo a ex-ministra, o sucesso da conferência está nas mãos de todos os líderes do planeta...


foto: Agência Brasilex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva
Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, fala no encerramento do evento The Rio Climate Challenge Rio Clima, no Forte de Copacabana
RIO DE JANEIRO - A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse acreditar que ainda há tempo hábil para um acordo nas negociações, o que vai garantir o sucesso da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Ela participou neste sábado (16) de um ato organizado pelo Comitê em Defesa das Florestas e Desenvolvimento Sustentável contra o Código Florestal, na Cúpula dos Povos, que contou com a presença de diversas lideranças ambientais e representantes do Legislativo.
“O Brasil tem todas as condições de protagonizar um esforço para que façamos uma avaliação verdadeira do que foi feito ou não. Buscar mediar, junto com os demais países, que a crise econômica não pode deixar em segundo plano a crise ambiental. Há tempo, até porque agora a prerrogativa de fazer essa mediação está entregue ao Brasil. É a grande oportunidade de revisitarmos os compromissos e corrigirmos os rumos.”
Segundo Marina Silva, o sucesso da conferência está nas mãos de todos os líderes do planeta, mas o Brasil tem um papel importante."Nós não podemos tirar responsabilidade deles, mas o país anfitrião tem uma responsabilidade maior.”
Perguntada se estava otimista ou pessimista com os rumos da conferência, Marina disse que está persistente. “Cobro que o Brasil continue sendo o país que lidera pelo exemplo. Nós fizemos isso em Copenhague. O Brasil constrangeu os que queriam fazer menos podendo fazer mais quando assumiu metas de redução de dióxido de carbono.”
Sobre o evento que havia participado, contra o Código Florestal aprovado pelo Congresso Nacional e vetado em parte pela presidente Dilma Rousseff, a ex-ministra do governo Lula fez questão de esclarecer que não se tratava de um ato de oposição política.
“Nós não estamos aqui em uma atitude de oposição. É em uma atitude de quem tem posição. E a nossa é que o Brasil não pode perder a chance de continuar avançando na agenda do desenvolvimento sustentável. Não pode mudar sua legislação em nome do lucro imediato, fazendo tábula rasa dos esforços de mais de 30 anos de diferentes governos.”

sexta-feira, 15 de junho de 2012


Não há o que comemorar, diz secretário-geral da Rio 92

Em evento de celebração dos 20 anos da Cúpula do Clima na cidade, Maurice Strong ataca países ricos e diz que conferência decide o "futuro da civilização"

ONU
Para Maurice Strong, mundo está um lugar pior que em 1992
Convidado para a celebração dos 20 anos da Rio 92, o secretário-geral daquela conferência, Maurice Strong, foi uma voz dissonante dos discursos otimistas dos organizadores e da ONU, às vésperas da reunião de alto nível, com os chefes de Estado e Governo. Ele afirmou nesta sexta-feira no Riocentro que "não há o que comemorar", e o mundo está um lugar pior que em 1992.
Para Strong, que foi aplaudido de pé, "há uma grande distância entre a ciência e a política". "Não há muito a celebrar. Eu realmente temo que estejamos mais longe do rumo necessário do que estávamos em 92. As condições gerais se deterioraram, e alguns países continuam a negar os efeitos do clima", afirmou, em seu discurso.
Para ele, "esta é uma conferência sobre o futuro da civilização, e as condições atuais só vão continuar a existir por pouco tempo. As ações humanas estão pondo em risco o futuro da civilização."
Sua fala também foi duas vezes interrompida por aplausos, uma delas quando criticou a política ambiental de seu país-natal, o Canadá. "Não estou de forma alguma satisfeito com o meu país", disse.
Ele também atacou, de forma geral, os países desenvolvidos, que, afirmou, não cumpriram os acordos de transferência de tecnologia, ainda na Rio+20 um dos principais pontos de discórdia entre os blocos ricos e em desenvolvimento.


Rio+20 precisa nos colocar no caminho certo, diz Strong. "As perspectivas de resultados (da Rio+20) devem nos preocupar a todos. Houve enormes falhas na implementação do documento da Rio 92. Cresceu a diferença entre ricos e pobres, mesmo nos países desenvolvidos, o acesso e a transferência de tecnologia não se materializaram. Os países desenvolvidos não entregaram o acordado. É necessário haver formas de cobrança e responsabilização, para que não tenhamos de depender de governos. As pessoas precisam fazer seus líderes responderem por aquilo a que se propõem", disse, e foi aplaudido.

Ao fim de sua fala, longamente aplaudida pelo plenário de delegados, ele disse que "temos de começar uma revolução". "Sou pessimista analiticamente e otimista operacionalmente. Acho que precisamos ser realistas e a Rio+20 tem de nos colocar no caminho certo."

RAÇÃO DA MORINGA OLEÍFERA PARA ANIMAIS E HUMANOS

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