GERAÇÃO AQUÁRIO

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

MICROSOFT DESISTE DE EXIBIR AVISOS CONTRA INSTALAÇÃO DO CHROME NO WINDOWS 10



A Microsoft parece ter desistido da ideia de começar a exibir avisos para que usuários evitassem fazer o download do Firefox ou do Chrome, que irritou algumas pessoas que faziam parte do programa de testes Windows Insider.
Quando questionado sobre o tema pelo site ZDNet, um representante da Microsoft afirmou que o aviso foi apenas um experimento que já foi cancelado. Ele começou a ser notado pelos usuários da compilação 17744 do Windows 10 para Insiders, mas uma nova atualização eliminou a função, que não estará presente na versão que será distribuída para o público em outubro.
“Nós testamos essa funcionalidade apenas com Insiders. Os usuários continuam no controle e podem escolher seu navegador preferido. Estes avisos foram eliminados da nova compilação Insider do Windows 10. Eles não estarão na versão final da atualização de outubro, que deve ser liberada nas próximas semanas”, diz o comunicado. Vale notar que, para o público Insider, a atualização de outubro pode sair, na verdade, em setembro.
Muito provavelmente a mudança se deve ao incômodo causado aos usuários que simplesmente não querem usar o Edge e preferem usar outros browsers.
Ao tentar abrir o instalador do Chrome ou do Firefox, o Windows mostrava janela aparece na tela dizendo: “você já tem o Microsoft Edge – o mais seguro e mais rápido navegador para Windows 10”.
Logo abaixo, o usuário tinha duas opções: abrir o Edge ou instalar o navegador rival mesmo assim. Havia também um link para as configurações do Windows, de onde era possível impedir que esse tipo de aviso volte a aparecer.

Microsoft desiste de exibir avisos contra instalação do Chrome no Windows 10"
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sexta-feira, 27 de julho de 2018

ANJOS - O RAPPA

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

BRASIL PIORA EM RANKING E TEM 21 DAS 50 CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO

Em dois anos, o Brasil passou a ter cinco cidades a mais na lista das 50 mais violentas do mundo, divulgada pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal nesta segunda-feira (25). O país aparece agora com 21 cidades na lista. Em 2014, 16 cidades brasileiras faziam parte da lista mundial.

O ranking apontou Caracas, capital da Venezuela, como a cidade mais violenta do mundo. Fortaleza, que ficou na 12ª colocação geral, foi a líder em mortes violentas no Brasil.
O destaque negativo no país é a região Nordeste, que aparece com um quarto dos municípios mais violentos do planeta.
Para fazer o cálculo do ranking, a entidade usa a taxa de número de homicídios por cada 100 mil habitantes. A pesquisa avalia apenas os municípios com mais de 300 mil habitantes.

A violência epidêmica está em disparada galopante. Isso ocorre desde 1980, quando tínhamos 11 mortos para cada 100 mil pessoas; em 2012, pulamos para 29 para cada 100 mil habitantes (veja Mapa da Violência). Tanto os governantes (perdidos na corrupção endêmica, de que a Petrobras e o metrô de SP são repugnantes exemplos) como outras lideranças nacionais (com raras exceções, topeiras ideológicos de esquerda ou de direita, liberal ou conservador, que não conseguem enxergar nada além das suas contas bancárias), incluindo-se também a sociedade civil (insolidária e fortemente ignorante: ¾ são analfabetos funcionais), continuam com os olhos tapados para a cruenta realidade (que vem provocando êxodos imensos em vários bairros periféricos dos grandes centros urbanos). De uma peste leprosa (violência epidêmica) não se pode esperar boa coisa. A paciência do povo tem limite (ainda que se trate de um povo amedrontado, conformista e acovardado pelo ambiente hostil). Povo que parece estar se acostumando com a violência, como se fosse uma lei da natureza.

Mudanças

No levantamento de 2014, Maceió era a líder nacional. A capital alagoana agora é a quinta menos segura do país.
Belo Horizonte foi a única cidade nacional a deixar a lista de 2014. A outra diferença positiva é que, em 2014, o Brasil tinha três das 10 mais violentas, e agora nenhuma aparece nesta faixa.
Na lista divulgada nesta segunda, Fortaleza aparece com taxa de homicídio de 60,77 --praticamente a mesma de Natal (60,66) e da Grande Salvador (60,63).
A região Nordeste, por sinal, é a que tem mais cidades no ranking –além das nove capitais, completam a lista Campina Grande (PB) e Feira de Santana e Vitória da Conquista (ambas na Bahia). Em 2014, eram nove cidades nordestinas na lista:Teresina, Feira de Santana e Vitória da Conquista não estavam.
No ranking mundial, a capital venezuelana (com taxa de 119,8 assassinatos por cada 100 mil habitantes) tomou o lugar de San Pedro Sula, em Honduras, que liderava o ranking desde 2012 e, agora, tem índice de 111,03 mortes por 100 mil pessoas.
O relatório cita que, apesar de o Brasil ser o país com mais cidades na lista, as taxas das oito da Venezuela chamaram mais a atenção. "O nível de violência nas cidades de 300.000 ou mais habitantes é maior na Venezuela. No Brasil, a taxa média foi de 45,55 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto isso na Venezuela foi 74,65", destaca José Antonio Ortega Sánchez, presidente da ONG mexicana.
Além dos munícipios do Brasil e da Venezuela, completam a lista cinco cidades do México, quatro da África do Sul e dos Estados Unidos, três da Colômbia e duas de Honduras.

Cidades mais violentas no Brasil*:

12º Fortaleza - 60,77
13º Natal – 60,66
14º Salvador (e Região Metropolitana) – 60,63
16º João Pessoa – 58,40
18º Maceió – 55,63
21º São Luís – 53,05
22º Cuiabá – 48,52
23º Manaus – 47,87
26 Belém – 45,83
27º Feira de Santana (BA) – 45,50
29º Goiânia (e Aparecida de Goiânia) – 43,38
30º Teresina – 42,64
31º Vitória – 41,99
36º Vitória da Conquista (BA) – 38,46
37º Recife – 38,12
38º Aracaju – 37,70
39º Campos dos Goytacazes (RJ) – 36,16
40º Campina Grande (PB) – 36,04
43 Porto Alegre – 34,73
44º Curitiba – 34,71
48º Macapá – 30,25
*taxa por cada 100 mil habitantes
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Marcadores: Comportamento

domingo, 24 de janeiro de 2016

ÁGUA: CUIDAR PARA NÃO ACABAR

Ao contrário do que parece, a água é um recurso natural esgotável. Estudos sobre o sistema hídrico mundial são unânimes em indicar que, se a média de consumo global não diminuir no curto prazo, teremos problemas de escassez. O Brasil, que tem uma parcela significativa de água doce, também está ameaçado




Você acorda de manhã, acende a luz, toma um banho quente e prepara o café. Após se alimentar, limpa a boca com um guardanapo e lava a louça. Vai ao banheiro, escova os dentes e está pronto para dirigir até a escola para mais um dia de trabalho. Se parar para pensar, vai ver que, para realizar todas essas atividades, foi preciso usar água. A energia vinda das quedas d’água (via hidrelétricas) é que faz lâmpadas acenderem, chuveiros aquecerem e geladeiras refrigerarem. E para produzir o guardanapo que você passou pela boca é necessária muita água. Sem esquecer que o combustível de seu carro também contém a substância. 
Usando uma expressão que tem a ver com o tema, seria "chover no molhado" dizer que a água é essencial para a nossa vida. 

Sem ela em quantidade e qualidade adequadas, não é apenas o desenvolvimento econômico-social e a nossa rotina que ficam comprometidos, mas também a nossa própria sobrevivência. Só existimos porque há água na Terra. Por isso, a disponibilidade desse recurso é uma das principais questões socioambientais do mundo atual. De acordo com o relatório trienal divulgado em 2009 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2025, cerca de 3 bilhões de pessoas - mais da metade da população mundial - sofrerão com a escassez de água. "Se a média de consumo global não diminuir, o cotidiano da população pode ser afetado drasticamente, inclusive no Brasil", diz José Galizia Tundisi, presidente do Instituto Internacional de Ecologia de São Carlos e autor de livros sobre o tema 
Para ficar por dentro do assunto, o primeiro passo é compreender que, diferentemente do que ocorre com as florestas, a água é um recurso que tem quantidade fixa. Em teoria, dá para reflorestar toda a área desmatada da Amazônia, pois as árvores se reproduzem. Mas não é possível "fabricar" mais água. Segundo O Atlas da Água, dos especialistas norte-americanos Robin Clarke e Jannet King, a Terra dispõe de aproximadamente 1,39 bilhão de quilômetros cúbicos de água, e essa quantidade não vai mudar. Desse total, 97,2% dela está nos mares, é salgada e não pode ser aproveitada para consumo humano. Restam 2,8% de água doce, dos quais mais de dois terços ficam em geleiras, o que inviabiliza seu uso. No fim das contas, menos de 0,4% da água existente na Terra está disponível para atender às nossas necessidades. E a demanda não para de crescer. 


A ESCASSEZ HÍDRICA NA ÁFRICA É UM PROBLEMA ECONÔMICO
Robin Clarke e Jannet King fazem um alerta: "Não se engane: o abastecimento de água no mundo está em crise, e as coisas vêm piorando". A crise a que eles se referem pode ser de três tipos. Há escassez física quando os recursos hídricos não conseguem atender à demanda da população, o que ocorre em regiões áridas, como Kuwait, Emirados Arábes e Israel, ou em ilhas como as Bahamas. E existe a escassez econômica que assola, por exemplo, o Nordeste brasileiro e o continente africano. Há ainda regiões ou países que vivem sob o risco de crises de abastecimento e de qualidade das águas pelo uso exagerado do recurso. Austrália, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos e Japão sofrem com isso. "A recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é que o consumo médio seja de 50 litros diários por habitante.

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Marcadores: Mundo

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Coreia do Norte anuncia teste com bomba H e surpreende o mundo

Reações internacionais foram imediatas. Conselho de Segurança da ONU recebeu pedido de uma reunião de emergência para tratar do assunto.

A Coreia do Norte assustou o mundo nesta quarta-feira (6) ao anunciar um teste com uma bomba de hidrogênio. Se for confirmado, esse será o quarto teste nuclear da Coreia do Norte desde 2006.
O anúncio veio depois que o Serviço Geológico Americano registrou um terremoto de 5.1 graus na região. O tremor foi no nordeste da Coreia do Norte, a cerca de 600 quilômetros da capitalPyongyang. Esse terremoto pode ter sido provocado pela explosão da bomba.
O epicentro do tremor foi em Punggye-ri, onde fica uma das instalações que é usada para testes nucleares no país. Essa notícia é o destaque no mundo todo. As explosões dos testes dos anos anteriores não foram muito distantes do local registrado nesta quarta-feira (6). A diferença é: a bomba desta quarta-feira (6), confirmando ser de hidrogênio, pode ser bem mais poderosa.
Logo depois do alerta de tremor na região, entrou no ar um boletim da TV norte-coreana, que diz: "o primeiro teste com uma bomba de hidrogênio foi realizado às dez horas de hoje.”
A reação dos países vizinhos foi imediata: o ministro das Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida, afirmou que o teste é "uma ameaça à paz e à estabilidade no mundo."
Na China, uma das poucas parceiras da Coreia do Norte, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que o país não foi avisado oficialmente sobre a explosão, mas que Pequim se opõe firmemente ao teste e vai trabalhar para desnuclearizar a península coreana.
Na Coreia do Sul, a presidente Park Geun-hye usou o termo "provocação" e disse que "os norte-coreanos terão que pagar um preço por esse teste.”
O ministro das Relações Exteriores esteve em Seul com o embaixador dos Estados Unidos no país.
A ONU já recebeu o pedido para uma reunião do Conselho de Segurança. Quem sabe nesta quarta-feira (6) não saem novas sanções contra a Coreia do Norte, que já sofre punições pelos testes anteriores, mas parece que não surtiram efeito. Outras potências mundiais também já se manifestaram contra esse teste.
O ministro de Relações Exteriores britânico, aliás, foi pego de surpresa na Ásia. Philip Hammond, que está em Pequim para uma viagem oficial, classificou o episódio como uma grave quebra das resoluções da ONU e defendeu novas sanções.
O governo americano também se manifestou. Os Estados Unidos disseram que ainda não conseguiram confirmação sobre o teste da bomba de hidrogênio, mas prometeram uma resposta apropriada às provocações da Coreia do Norte. Os norte-coreanos alegam que essa tecnologia é uma reação à política hostil dos Estados Unidos.
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Marcadores: Mundo

Desastre ecológico em Mariana provocado pela ganância das multinacionais

Maior desastre ecológico brasileiro causado pela Samarco poderia ter sido evitado. Ocorreu quando o Governo decide baixar os parâmetros de concessões ambientais em “empreendimentos estratégicos”.
14 de Novembro, 2015 - 15:02h

Em Mariana, no estado de Minas Gerais, deu-se o maior desastre ecológico da história recente brasileira, com rompimento das barragens de dejectos de provenientes da mineração exploradas pela empresa Samarco. O desastre aconteceu precisamente na altura em que o Governo e as multinacionais  pressionam pela flexibilização das regras de licenciamento ambiental.
O rompimento das barragens provocou a morte de um número de pessoas que ainda não está contabilizado, destruiu a cidade e a lama tóxica provocou danos irreparáveis na fauna e flora e atingiu, entre outros, o Rio Doce, que irá espalhar os químicos ao longo de todo o seu curso até ao mar (atravessando zonas protegidas de floresta de Mata Atlântica). Além disso, terá um efeito imediato no abastecimento público de água. O mais grave é que todos estes danos poderiam e deveriam ter sido evitados.
Coincidentemente, o projeto “Agenda Brasil”, que será discutido em breve no Congresso e que define um conjunto de propostas teoricamente destinadas a tirar o país da crise, inclui também Projetos de Lei destinados a alterar a legislação ambiental, sobretudo para simplificar o licenciamento. Na sua ótica, a proteção e segurança do meio ambiente e das populações afetadas é vista como um entrave ao desenvolvimento trazido pelas multinacionais. Entre os Projetos de Lei destaca-se um, proposto pelo senador Romero Jucá (do Partido do Movimento Democrático Brasileiro), segundo o qual os “empreendimentos de infraestrutura estratégicos para o interesse nacional” (como estradas, ferrovias, portos, aeroportos, empreendimentos de energia e quaisquer outros destinados à exploração de recursos naturais) devem ser regidos por regras mais facilitadas de Licenciamento Ambiental. Dilma Rousseff já anunciou que vai multar a empresa mineira responsável pelo desastre, a Samarco Mineração, em 250 milhões de reais. A Samarco é propriedade da Vale e da BHP Billiton, as duas maiores empresas mineiras do mundo.
Em Portugal, o grupo de preparação para a ida à Cimeira do Clima, em Paris, manifesta a sua solidariedade com os atingidos pelo rompimento da barragem de resíduos de  minérios em Rio Doce e pela punição da Samarco e emitiu o seguinte comunicado:
Não Foi um Acidente
O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo (são 17 elementos químicos em cerca de 40 mil toneladas cúbicas utilizados na produção de altas tecnologias), porém, não existe legislação específica para a exploração do conjunto de minerais. Isso nos demonstra o quanto a União e os estados brasileiros estão subordinados aos interesses das empresas mineiras, com o discurso de superavit primário e balança comercial positiva, já que este sector tem dado um salto significativo na receita nacional.
No Brasil está a exploração da maior mina a céu aberto de ouro do mundo, localizada em Paracatu (Minas Gerais). Estudos do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) de 2014, comprovam a contaminação com níveis elevados de arsénio, um metal pesado e que causa diversos tipos de cancro. Os trabalhadores da empresa estão com 25 vezes mais do que o mínimo suportável de arsénio no corpo e a população está com 5 a 10 vezes mais do que o tolerável.
No campo económico, existem diversos casos de irregularidades cometidas pelas empresas mineiras, relacionados com a evasão de divisas, sonegação de impostos, falta de informações sobre produtos e quantidades extraídas e comercializadas no mercado internacional. Esses crimes contra o estado brasileiro são cometidos enquanto o sector recebe incentivos fiscais para novos empreendimentos e isenção de fiscal para commodities exportadas – os minérios.
Abastecimento de água para população
Acabou de se viver uma imensa tragédia na cidade de Mariana, estado de Minas Gerais, onde se deu o rompimento da barragem de resíduos que continha produtos químicos nocivos para a saúde humana, inerente à exploração e transformação do mineral para utilização de produtos químicos pela Samarco, uma empresa mineira. A lama alcançou o Rio Doce, um dos maiores do país, no dia 6 e comprometeu a captação de água de várias localidades. O serviço de abastecimento do município vai interromper a captação de água até fazer uma análise da qualidade e testar se é possível o seu tratamento para normalizar a captação. Esse procedimento está sendo adotado por todos os municípios que captam água do Rio Doce até ao estado do Espírito Santo. Como consequência, pode faltar água a 800 mil habitantes.
Até quando iremos manter a lógica destrutiva (de todos os pontos de vistas) de satisfazer os interesses das multinacionais?
Até quando iremos manter a lógica destrutiva (de todos os pontos de vistas) de satisfazer os interesses das multinacionais? Serão necessários quantos mais trabalhadores mutilados, enlouquecidos e mortos? Quantos rompimentos de barragens serão necessários? Quantas pessoas serão vitimas de cancro, causadas pela exploração mineral?
Há números controversos de mortos e desaparecidos. Segundo os bombeiros, mais de 500 pessoas foram resgatadas. As autoridades confirmaram a morte de três pessoas: um funcionário da mineira que teve um mal estar súbito no momento do rompimento, um homem encontrado no Rio Doce próximo a Barra Longa e uma criança de 7 anos do Distrito de Bento Rodrigues que foi levada pela lama. A Samarco apontou 13 trabalhadores desaparecidos. A prefeitura divulgou a lista oficial de atingidos, da qual constam 12 pessoas de Bento Rodrigues, totalizando portanto 25 desaparecidos. Militantes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) conversaram com diversos atingidos que relataram ter parentes desaparecidos, outros presenciaram o momento que a lama arrastou moradores, portanto o número de vítimas provavelmente será maior do que os dados que estão a ser divulgados.
Logo da campanha "Não foi um acidente"
Resíduo Tóxico
A lama da barragem era proveniente da mineração de ferro. Segundo relato de trabalhadores do sector, o resíduo contém ferro e metais pesados como mercúrio e arsénio, que são altamente tóxicos. Numa entrevista coletiva, o presidente da Samarco afirmou que o resíduo é inerte e não prejudica os seres humanos, garantiu que a lama contém apenas barro e restos de minério de ferro, que a causa do rompimento foi o abalo sísmico registado nos observatórios. Essa não é a opinião dos atingidos que tiveram contacto com a lama, muitos relatam mal estar, tonturas, dor de cabeça, dor na garganta. Os voluntários que faziam o atendimento inicial das vítimas também relataram que os atingidos apresentavam sintomas de intoxicação: tonturas, náuseas, dor de cabeça e confusão mental. Além disso, se o abalo sísmico foi capaz de mover o suficiente para fazer a barragem romper, por que não rachou ou derrubou as instalações da empresa? Por que os prédios nas cidades não caíram nem tiveram rachas depois do ocorrido?
A água coletada pelo SAAE (Serviço de Água e Esgoto) de Valadares aponta um índice de ferro 1.366.666% acima do tolerável para tratamento – um milhão e trezentos mil por cento além do recomendado. Os níveis de manganês, metal tóxico, superam o tolerável em 118000%, enquanto o alumínio estava presente com concentração 645000% maior do que o possível para tratamento e distribuição aos moradores. Pelos cálculos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 50 milhões de metros cúbicos de lama foram libertados no ecossistema com o rompimento das barragens.
A empresa é responsável pela construção, manutenção e garantia de que a obra opere corretamente e em segurança. Portanto, qualquer ocorrido é de responsabilidade da empresa mineira.
O Ministério Público de Minas Gerais já designou cinco promotores para investigar as causas e responsabilidade do desastre. O promotor Carlos Eduardo Pinto informou que serão realizados testes para constatar se a lama é tóxica. Para o MAB, a divulgação sistemática dessa informação parece uma estratégia da empresa para se eximir das responsabilidades. A empresa é responsável pela construção, manutenção e garantia de que a obra opere corretamente e em segurança. Portanto, qualquer ocorrido é de responsabilidade da empresa mineira.
O desastre do Rio Doce
Quem foi responsável?
A Vale do Rio Doce foi privatizada em 1997 por Fernando Henrique Cardoso por 3 mil milhões de R$, quando no mercado a sua avaliação era de 100 mil milhões de R$. Depois de privatizar este sector, Fernando Henrique desregulamentou o pagamento de impostos de circulação de mercadorias e serviços.
A Samarco Mineração é propriedade da Vale (50%) e da anglo-australiana BHP Billiton (50%), as duas maiores empresas mineiras do mundo. A Samarco é a 10ª maior exportadora do Brasil. No ano de 2014, a Samarco obteve um lucro líquido de 2,8 biliões de reais. A Vale foi uma das maiores financiadoras das campanhas eleitorais de 2014, contribuindo com aproximadamente 26,5 milhões R$ para diversas candidaturas e partidos. Obteve, de abril a junho de 2015, um lucro líquido de 5,14 mil milhões de reais, enquanto a BHP obteve 6,42 mil milhões de dólares até junho de 2015. Portanto, estamos a falar de algumas das maiores empresas do mundo. Mesmo com todo esse lucro, essas empresas mineiras negaram-se a investir o mínimo em segurança necessária para evitar uma catástrofe de tamanha magnitude.
Punição e reivindicações
Reivindicamos muito mais do que multas que nunca foram e não serão pagas.
Queremos a punição dos gerentes e executivos da VALE, BHP Billiton e Samarco, e federalização do caso na justiça como crime inafiançável.
Indemnização às famílias dos atingidos pelo desastre.
Repasse direto dos recursos das empresas mineiras para a possível revitalização do ambiente.
Maior Regulação do sector de mineração.
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Marcadores: MEIO AMBIENTE

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Cidades Sustentáveis e seus Desafios


Política sustentável nas cidades pode garantir um equilíbrio entre meio ambiente e desenvolvimento.
A economia de água é um fatores que contribuem para uma cidade ser considerada sustentável. Nos últimos anos, está sendo muito discutido o futuro das cidades e da população devido à crise hídrica vivida pelo Brasil.
Outros indicadores como a correta destinação dos resíduos sólidos, melhorias na mobilidade urbana, priorizar a qualidade de vida da população no ambiente urbano, promover a eficiência enérgica e minimizar a poluição atmosférica também estão dentro das bases de diretrizes para uma cidade ser sustentável.
Neste âmbito de discussão, especialista, estudantes e sociedade civil estarão reunidos para debater modelos exemplares e que deram certo em outros países, na perspectiva de aplicar nos municípios brasileiros.
“Montar esse ambiente de interação de conhecimento será eficaz para pensarmos de que forma podemos adaptar ações efetivas de outros países, em prol do meu ambiente, nas nossas cidades”, afirmou Breno Carone, presidente do Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (Cibapar). Ele ainda frisou que é preciso “pensar no futuro e no tipo de ambiente que queremos viver”.
Além da escassez de água, outros temas serão discutidos, entre eles estão esgotamento sanitário, tratamento de água e consumo e a importância da preservação e educação ambiental nas escolas.
No primeiro dia do evento, 21 de outubro, o consultor internacional na área ambiental, Albert Appleton é o idealizador do sistema de água em Nova Iorque. Appleton é um dos destaques do Fórum das Águas “Cidades Sustentáveis e seus Desafios” que será realizado nos dias 21, 22 e 23 de outubro, no Teatro Inhotim.
Outros palestrantes e a programação completa podem ser conferidos no site www.cibapar.org.br/forum-das-aguas
Fórum das Águas “Cidades Sustentáveis e seus Desafios”
Quando: 21, 22 e 23 de outubro
Onde: Teatro Inhotim (Rua B, nº.20 – Brumadinho –MG)
Inscrições gratuitas: www.cibapar.org.br/forum-das-aguas
*Doe 1kg de alimento não perecível.

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